Por Luiz Santos – Publicitário e empresário
Artigo apresentado em palestra na Faculdade Darcy Ribeiro em Fortaleza-Ce
A terceira globalização do planeta, iniciada de forma mais assumida no comecinho dos anos 80, no chamado Consenso de Whashington, precisava vencer 3 obstáculos para dar certo. O primeiro era a instabilidade econômica que rolava solta em muitos países. No Brasil, a era FHC deu a partida para que isso acontecesse. Com muitos países economicamente estáveis, os processos de produção poderiam ser globalizados sem colocar em risco uma política global de preços, ao menos na aquisição dos componentes dos produtos. O segundo obstáculo era a instabilidade política. E tome de democratização mundo afora. Fica mais confiável negociar com países sem o sobressalto de golpes repentinos ou guinadas malucas na vida econômica. O terceiro era a standartização de processos - os ISOS e suas variações, para que centenas, milhares de empresas que nem se conheciam direito pudessem ter o mínimo de garantia de que suas parceiras estavam aptas a prestar determinado serviço ou fornecer certos componentes.
A consagração desse modo de funcionamento da economia global, olhando para o universo da comunicação, trouxe 2 eventos marcantes. A acessibilidade foi um deles. Só no governo FHC, mais de 4,5 milhões de lares tiveram sua primeira tv. Hoje, quase todos os habitantes do planeta têm acesso a todos os tipos de informação, das úteis às inúteis, das boas às más. O outro evento foi a instantaneidade. O mundo está online. Na mesma hora se sabe de tudo em todo lugar. Estas duas características da comunicação estão criando uma nova cabeça de cidadãos. De consumidores. Mais unidos, globalmente falando. Vazou a informação de uma empresa fazendo algo politicamente incorreto do outro lado do mundo, associações de algumas dúzias de países organizam protestos e boicotes na hora seguinte. Ou aplausos. Acontece de tudo.
Mas acontece também algo nessas almas. Os “global players” acabam trazendo para os mercados regionais um padrão de comunicação que, juntamente com suas filiais, colocam em pé os cabelos dos empreendedores locais. O Brasil tem vários exemplos. Empresas locais, pequenas e médias, foram obrigadas a correr atrás da profissionalização do marketing e da comunicação, para permanecer vivas e, se bem sucedidas, competitivas.
Pois bem, esse lado está se resolvendo das empresas médias pra cima. As micro e pequenas agora que estão se defrontando com essa nova realidade. Elas terão mais desafios do que as outras. É como se, antes de aprender os 4 “Ps” do marketing clássico, tivessem de enfrentar os 4 “Ns” de sua dura realidade. O primeiro N é de NÃO ter dinheiro para contratar os serviços de uma consultoria em marketing e uma agência de propaganda (a segunda dá a solução para as estratégias que a primeira sugeriu). O segundo é o N de NÃO ter posicionamento definido. Quem é anunciante experiente sabe, tem que ter posicionamento para saber como quer ser percebido. Sem esse posicionamento fica fácil saber o próximo NÃO. Não saber passar um briefing. E, em seguida, o último: NÃO saber aprovar.
Assim, a nova fronteira para a competitividade dos micro e pequenos é a profissionalização das ações de marketing e comunicação, numa faixa de custo adequada à sua realidade e num nível condizente com as exigências desse consumidor pós-globalizado.
Quando amadurecemos a idéia de lançar o Cresça e Apareça foi exatamente para tirar estes NÃOs da vida dos micro e pequenos empreendedores, dentro do padrão que se espera. O produto é uma assinatura mensal acessível e tem todas as dicas para as situações relacionadas acima. Aliás, na Feira do Empreendedor, quando tivemos a oportunidade de fazer 164 apresentações do Cresça e Apareça, e nas palestras que tenho realizado em alguns locais, a parte que mais sacode a platéia é justamente a que contribui para a formação de um juízo de valor. Nós mostramos a mesma ideia interpretada graficamente de forma diferente. As pessoas olham e optam, claro, pela mais bonita. Ou, em exemplos mais subjetivos, pelas peças mais elegantes, menos preconceituosas. A chave para uma boa comunicação, as agências e seus clientes sabem, é o nível de quem pede, de quem propõe e de quem aprova. Estamos iniciando uma luta para que esta parte da profissionalização chegue a um número cada vez maior de micro e pequenos empreendedores.
Mostrando postagens com marcador micro e pequenas empresas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador micro e pequenas empresas. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Pedidos de falência de grandes empresas cresceram 6,9% no primeiro trimestre do ano
De janeiro a março deste ano, os pedidos de falência de grandes empresas chegaram a 62, ante 58 no mesmo período de 2009, um aumento de 6,9%. A informação é do Indicador de Falências e Recuperações, pesquisa mensal realizada pela empresa de consultoria Serasa Experian.
De acordo com o economista responsável pela pesquisa, Carlos Henrique de Almeida, o aumento está associado à demanda externa, que ainda não se recuperou plenamente dos efeitos da crise financeira internacional que começou em setembro de 2008, e ao "fato de o real estar valorizado frente ao dólar, estimulando as importações".
No entanto, ele observou que a economia está crescendo, o que permite melhor desempenho das empresas de médio porte. O segmento apresentou queda de 12% nos pedidos de falência, que passaram de 117 para 103 processos. O mesmo aconteceu com as micro e pequenas empresas, cujos pedidos de falência caíram de 330 no ano passado 319 neste ano, 3,3% a menos.
A pesquisa mostra que, no conjunto dos segmentos, as falências requeridas diminuíram pela metade (50,2%) e o movimento de recuperações judiciais requeridas (em que as empresas tentam renegociar os seus débitos) teve redução de 4,2%.
Para Henrique Almeida, o desempenho das micro e pequenas empresas ainda esbarra na dificuldade de acesso ao crédito. Ele citou dados do Banco Central que mostram crescimento de 2,7% para as linhas de financiamento aos consumidores, enquanto para aquele segmento empresarial a oferta cresceu apenas 1,7%.
AGÊNCIA BRASIL
Fonte: O Tempo Online
De acordo com o economista responsável pela pesquisa, Carlos Henrique de Almeida, o aumento está associado à demanda externa, que ainda não se recuperou plenamente dos efeitos da crise financeira internacional que começou em setembro de 2008, e ao "fato de o real estar valorizado frente ao dólar, estimulando as importações".
No entanto, ele observou que a economia está crescendo, o que permite melhor desempenho das empresas de médio porte. O segmento apresentou queda de 12% nos pedidos de falência, que passaram de 117 para 103 processos. O mesmo aconteceu com as micro e pequenas empresas, cujos pedidos de falência caíram de 330 no ano passado 319 neste ano, 3,3% a menos.
A pesquisa mostra que, no conjunto dos segmentos, as falências requeridas diminuíram pela metade (50,2%) e o movimento de recuperações judiciais requeridas (em que as empresas tentam renegociar os seus débitos) teve redução de 4,2%.
Para Henrique Almeida, o desempenho das micro e pequenas empresas ainda esbarra na dificuldade de acesso ao crédito. Ele citou dados do Banco Central que mostram crescimento de 2,7% para as linhas de financiamento aos consumidores, enquanto para aquele segmento empresarial a oferta cresceu apenas 1,7%.
AGÊNCIA BRASIL
Fonte: O Tempo Online
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Comunicação de micro e pequenas empresas exige cada vez mais profissionalismo
Por Luiz Santos – Publicitário e empresário
Já há algum tempo a Classe C se tornou a queridinha dos economistas, dos analistas e, claro, dos empresários. Pela sua força no gigantesco empurrão que ela dá na economia, pelos assombrosos números que definem o quanto seu consumo representa, a Classe C é a bola da vez. Mas existe uma outra Classe C que tem performance semelhante e até hoje luta para virar a bola da vez pelo menos no charmoso e, principalmente, caro, mundo do marketing e da comunicação. Trata-se das quase 15 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras, heroínas que, por falta de condições financeiras, não conseguem realizar um dos seus maiores sonhos de consumo: ter uma boa agência de propaganda para chamar de sua. Importa dizer aqui que a boa comunicação é mesmo cara, que o esforço one-to-one de conhecimento e aprofundamento na complexidade mercadológica do anunciante requer muitas disciplinas e muitos experts.
O que começa a acontecer é que, para o micro e pequeno empreendedor, a última fronteira para garantir sua permanência no mercado é a profissionalização do marketing e da comunicação. Explica-se: a globalização dos processos de produção causou, no universo da comunicação, dois impactos significativos. O primeiro é a instantaneidade, que provoca assimilação de informações e reação imediata das pessoas em muitos aspectos do seu cotidiano. Isso influencia muito a relação da sociedade com as empresas, tanto no que se refere a conquistas e direitos do consumidor como também na sua preferência. Um boicote bem articulado no hemisfério norte pode estimular algo semelhante no hemisfério sul no mesmo dia. O segundo feito da globalização nos meios de comunicação diz respeito ao universo do marketing e da propaganda. Global Players passam a determinar um padrão de linguagem que leva o consumidor a desejar que ele seja estendido a todos os outros players, pois geralmente esse padrão é esteticamente bem elaborado, é agradável, respeitoso e tecnicamente convincente.
O resumo dessa história é que o micro e pequeno empreendedor agora tem mais esse desafio. Além de tudo o que já faz para ficar competitivo, precisa zelar pela sua imagem exatamente como as grandes empresas fazem. O seu cliente pode até ter bolso de boliviano mas a cabeça, graças àqueles dois efeitos da globalização, é de um consumidor suíço, exigente, que quer ser bem tratado também na forma, entendendo conteúdo como qualidade e preço.
Representar mais de 62% da mão de obra contratada do país e mais de 22% do total de vendas de comércio e serviços não é tarefa pouca nesse Brasil imenso. A importância social e econômica dos micro e pequenos empreendedores exige que eles sejam atendidos nesse novo nicho. É preciso que eles contem com um banco de conhecimentos que disponibilize praticamente tudo o que as agências de propaganda e as consultorias de marketing oferecem a seus grandes clientes.
Mas a dinâmica do mercado, o talento e a tecnologia trazem novidades: chegou o Cresça e Apareça, uma mistura de agência de propaganda e consultoria em várias disciplinas. Concebemos o Cresça e Apareça há uns 15 anos e há um ano e meio é desenvolvido aqui em Fortaleza pela LS Estratégia. É inédito no mundo no conteúdo e no formato em que se apresenta. Adquirido através de uma assinatura mensal de R$ 99,00 – preço de lançamento, o Cresça e Apareça traz no seu DNA o objetivo de incluir as micro e pequenas empresas no universo dos anunciantes experientes. Afinal, bem que a comunicação desses heróis já merecia um upgrade com essa dimensão.
Acesse: www.crescaeapareca.com
Já há algum tempo a Classe C se tornou a queridinha dos economistas, dos analistas e, claro, dos empresários. Pela sua força no gigantesco empurrão que ela dá na economia, pelos assombrosos números que definem o quanto seu consumo representa, a Classe C é a bola da vez. Mas existe uma outra Classe C que tem performance semelhante e até hoje luta para virar a bola da vez pelo menos no charmoso e, principalmente, caro, mundo do marketing e da comunicação. Trata-se das quase 15 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras, heroínas que, por falta de condições financeiras, não conseguem realizar um dos seus maiores sonhos de consumo: ter uma boa agência de propaganda para chamar de sua. Importa dizer aqui que a boa comunicação é mesmo cara, que o esforço one-to-one de conhecimento e aprofundamento na complexidade mercadológica do anunciante requer muitas disciplinas e muitos experts.
O que começa a acontecer é que, para o micro e pequeno empreendedor, a última fronteira para garantir sua permanência no mercado é a profissionalização do marketing e da comunicação. Explica-se: a globalização dos processos de produção causou, no universo da comunicação, dois impactos significativos. O primeiro é a instantaneidade, que provoca assimilação de informações e reação imediata das pessoas em muitos aspectos do seu cotidiano. Isso influencia muito a relação da sociedade com as empresas, tanto no que se refere a conquistas e direitos do consumidor como também na sua preferência. Um boicote bem articulado no hemisfério norte pode estimular algo semelhante no hemisfério sul no mesmo dia. O segundo feito da globalização nos meios de comunicação diz respeito ao universo do marketing e da propaganda. Global Players passam a determinar um padrão de linguagem que leva o consumidor a desejar que ele seja estendido a todos os outros players, pois geralmente esse padrão é esteticamente bem elaborado, é agradável, respeitoso e tecnicamente convincente.
O resumo dessa história é que o micro e pequeno empreendedor agora tem mais esse desafio. Além de tudo o que já faz para ficar competitivo, precisa zelar pela sua imagem exatamente como as grandes empresas fazem. O seu cliente pode até ter bolso de boliviano mas a cabeça, graças àqueles dois efeitos da globalização, é de um consumidor suíço, exigente, que quer ser bem tratado também na forma, entendendo conteúdo como qualidade e preço.
Representar mais de 62% da mão de obra contratada do país e mais de 22% do total de vendas de comércio e serviços não é tarefa pouca nesse Brasil imenso. A importância social e econômica dos micro e pequenos empreendedores exige que eles sejam atendidos nesse novo nicho. É preciso que eles contem com um banco de conhecimentos que disponibilize praticamente tudo o que as agências de propaganda e as consultorias de marketing oferecem a seus grandes clientes.
Mas a dinâmica do mercado, o talento e a tecnologia trazem novidades: chegou o Cresça e Apareça, uma mistura de agência de propaganda e consultoria em várias disciplinas. Concebemos o Cresça e Apareça há uns 15 anos e há um ano e meio é desenvolvido aqui em Fortaleza pela LS Estratégia. É inédito no mundo no conteúdo e no formato em que se apresenta. Adquirido através de uma assinatura mensal de R$ 99,00 – preço de lançamento, o Cresça e Apareça traz no seu DNA o objetivo de incluir as micro e pequenas empresas no universo dos anunciantes experientes. Afinal, bem que a comunicação desses heróis já merecia um upgrade com essa dimensão.
Acesse: www.crescaeapareca.com
Marcadores:
Cresça e Apareça,
LS Estratégia,
Luiz Santos,
micro e pequenas empresas
Assinar:
Postagens (Atom)
